terça-feira, 17 de abril de 2018

Diretores, coordenadores e agentes afastados são suspeitos de facilitar entrada de celulares nos presídios do CE, diz MPCE



 Os servidores afastados de "cargos estratégicos" da Secretaria da Justiça, responsável pelo sistema prisional no Ceará, são suspeitos de formar uma organização para facilitar a entrada de celulares nos presídios e dificultar as fiscalizações nas unidades prisionais, conforme o Ministério Público do Estado.
Os servidores afastados são agentes penitenciários e diretores de unidades prisionais. Dois deles foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo durante operação realizada nesta segunda-feira (12). As armas foram apreendidas na residência dos suspeitos, quando promotores e policiais cumpriam mandados de busca e apreensão.
Os responsáveis também recebiam dinheiro de presos para mudar os internos de celas, conforme a vontade dos presos.
O afastamento é de 60 dias. Nesse período, o Ministério Público vai apurar os indícios dos crimes; caso sejam confirmadas as suspeitas, o Ministério Público afirma que vai denunciar o grupo.
"Os suspeitos participavam ativamente da tomada de decisões relevantes no sistema penitenciário, buscando a nomeação de integrantes do grupo em cargos importantes, bem como o afastamento de pessoas alheias à associação criminosa de funções de direção da Sejus", afirma o Ministério Público.
"Um dos objetivos era manipular a fiscalização sobre as unidades prisionais quando realizada por parte de autoridades competentes", continua o órgão.
A maior parte dos crimes de homicídio no Ceará têm presos com acesso a celulares como mandantes dos assassinatos, conforme a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Na semana passada, uma operação identificou e cumpriu mandados de prisão contra 45 mandantes de crimes que já estão presos.

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