segunda-feira, 26 de julho de 2021

Brasil registra média de 1.105 mortes pela covid; 6 estados têm alta


Brasil se aproxima da marca de 550 mil mortes provocadas pela covid-19 desde o começo da pandemia - Michael Dantas/AFP
Brasil se aproxima da marca de 550 mil mortes provocadas pela covid-19 desde o começo da pandemiaImagem: Michael Dantas/AFP

O Brasil teve ontem (25) uma média de 1.105 mortes pela-covid-19. Já são mais de seis meses seguidos com média acima 1.000, desde 21 de janeiro. Em seis estados do país, a pandemia está acelerando: Acre, Pará, Pernambuco, Amazonas, Goiás e Piauí. Os dados são das secretarias estaduais de saúde, e foram levantados pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Amanhã, o país deve superar a marca de 550 mil mortes provocadas pelo coronavírus —hoje, o número chegou a 549.999.

Neste momento, o quadro da pandemia no Brasil é de estabilidade, com tendência de queda. A média de mortes atual representa menos da metade do pico da segunda onda da pandemia —mais de 3.000 por dia. Por outro lado, é maior do que no pico da primeira onda da covid-19 —1.097 mortes em 25 de julho de 2020.
Brasil se aproxima de 550 mil mortes pela covid-19 - UOL
Brasil se aproxima de 550 mil mortes pela covid-19Imagem: UOL

A média de mortes por dia é considerada a melhor forma de analisar a evolução da pandemia. Isso ocorre porque a média corrige as flutuações que ocorrem nos números aos fins de semana e feriados, quando os estados trabalham em esquema de plantão —ou seja, muitas mortes ocorridas nos fins de semana só entram na base de dados a partir de segunda-feira.

Entre ontem e hoje, por exemplo, foram inseridas no sistema 499 mortes pela covid-19.

Já o número de casos diagnosticados no Brasil chega a 19,7 milhões.

25.07.2021 - Mapa do cenário das mortes pela covid-19 no Brasil - UOL
25.07.2021 - Mapa do cenário das mortes pela covid-19 no BrasilImagem: UOL

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

A média de hoje é comparada com a de 14 dias atrás —que é o tempo comum de manifestação da doença. Se essa variação fica acima de 15%, há aceleração, abaixo de -15% é desaceleração e, entre os dois índices, indica tendência de estabilidade.

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-3%)
  • Minas Gerais: estável (-15%)
  • Rio de Janeiro: estável (3%)
  • São Paulo: estável (-4%)

Região Norte

  • Acre: alta (90%)
  • Amazonas: alta (26%)
  • Amapá: queda (-33%)
  • Pará: alta (43%)
  • Rondônia: queda (-51%)
  • Roraima: estável (-14%)
  • Tocantins: queda (-29%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-19%)
  • Bahia: queda (-41%)
  • Ceará: queda (-40%)
  • Maranhão: queda (-28%)
  • Paraíba: queda (-37%)
  • Pernambuco: alta (30%)
  • Piauí: alta (16%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-30%)
  • Sergipe: queda (-40%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (1%)
  • Goiás: alta (23%)
  • Mato Grosso: estável (-5%)
  • Mato Grosso do Sul: estável (-9%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-52%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-17%)
  • Santa Catarina: queda (-24%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou hoje que o Brasil notificou 476 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, houve 549.924 óbitos causados pela doença em todo o país.

Entre ontem e hoje, houve 18,129 casos confirmados de covid-19 no Brasil, pelos dados do ministério. O total de infectados chegou a 19.688.663 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, 18.349.436 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 789.303 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Por UOL

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